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Quinta, 02 de Outubro de 2014 10:57

O que aprendemos com situação na USP?

Devemos iniciar a jornada de correção de concessões de benefícios e privilégios

- Os gastos da USP em 2014 com 92 mil alunos resultam no custo médio por aluno de R$ 54.504 anuais. A USP tem 5.860 docentes e 16.837 técnicos/administrativos A folha excede as receitas correntes. Só os técnicos/administrativos abocanham 62% da folha. A última greve encerrada em 19 de setembro de 2014 durou 115 dias. Greves na USP são frequentes.

Já os alunos de ensino fundamental e médio pagos pela Secretaria de Educação de São Paulo, com 230 mil professores, 59 mil servidores e 4,1 milhões de alunos matriculados em 2014 resultam no custo médio de R$ 6.593 anuais por aluno. Os custos de todos os cursos da USP estão substancialmente acima dos custos de todas as universidades privadas e públicas e 8,26 vezes mais elevados do que o ensino fundamental de São Paulo. As receitas generosas anuais para a USP e outras universidades estaduais paulistas estão asseguradas em lei. A USP só precisa se comprometer em controlar gastos anuais. Nem isso consegue.

Podemos observar que quase todas as pessoas no individual são íntegras, confiáveis, inteligentes e com bom senso. No coletivo o egoísmo e concessões de benefícios e vantagens superiores em relação à sociedade predominam na classe política de Brasília, de outros centros e o no poder judiciário, sendo o desequilíbrio estendido à USP. Em 2013 havia 7.306.974 alunos universitários no Brasil. Somente 1.932.527 desses alunos eram de universidades públicas incluindo os 154.553 alunos com educação a distância. O ensino universitário há décadas foi substancialmente privatizado. Vagas nas universidades públicas são 100% gratuitas inclusive para pessoas com poder aquisitivo elevado, estacionamentos gratuitos com direito a guardas, alimentação subvencionada, etc. Em São Paulo a maioria é preenchida pelos candidatos que vieram do ensino fundamental pago. O ensino público foi sucateado há muito. As universidades públicas no mundo diminuem a dependência de recursos públicos, acompanhando o que já fizeram em todas as universidades estaduais nos Estados Unidos. Lá, a dependência de recursos públicos atualmente chega a menos de 10%. E se corre atrás dos recursos criando atrativos. Fora do Brasil aplica-se meritocracia. A USP é forte em pesquisas substancialmente acadêmicas. Todavia, a nossa comunidade não fica sabendo os resultados práticos das pesquisas. A USP deve procurar receitas de fontes alternativas. Em todos os países desenvolvidos e em desenvolvimento a educação fundamental é efetivamente valorizada. Os gastos públicos no setor são elevados e de qualidade. Por exemplo, os professores do ensino fundamental na Alemanha estão no topo da pirâmide remuneratória. Aqui, os professores do ensino básico estão na base. Ganham pouco. Precisamos democratizar a educação de qualidade para todos os jovens, independente de seu berço. E iniciar a jornada de correção de concessões de benefícios e privilégios só para alguns. Para mudar, deve-se dar o primeiro passo com coragem!

Autor: Charles Holland

Fonte: Fenacon 

 

 
   

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