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Família WhatsApp PDF Imprimir E-mail
Quinta, 06 de Agosto de 2015 00:00

Família WhatsApp

Há 30 anos, a família brasileira se reunia na sala de TV, para assistirem juntos a novela. Hoje, temos um novo fenômeno tecnológico que está mudando o hábito dos brasileiros: a reunião familiar por Whatsapp.

Você já foi convidado para integrar algum grupo familiar através do Whatsapp? Na verdade, quem não foi?

A primeira reação é aderir, mas basta alguns dias de excessiva convivência digital para perceber que não é uma tarefa fácil ter que acompanhar e interagir em tempo real, 24x7 com mais de mil mensagens por dia.

E já há todo um juízo de valor, julgando o perfil dos que participam do grupo familiar: tem os que só recebem as mensagens mas nunca respondem, os desbocados, os lentos que digitam muito devagar e dá nervoso de ficar acompanhando, os que escrevem errado, os que colocam foto de tudo, os desocupados, os notívagos que só compartilham algo na insônia da madrugada.

Mas sabe qual é o maior desafio? É como conseguir sair do grupo sem ressentimentos. Isso porque este recurso digital que caiu no gosto nacional tem por característica avisar a todos os seus familiares conectados quando você sair do grupo.

Como sair da saia justa de ser rotulado como "fulano saiu do grupo da família", que em outras palavras quer dizer, principalmente para os mais velhos: "não tem tempo para a família"!

A questão pode ficar ainda mais complexa, quando todos então passam a falar daquele que se "retirou", tratado como, em analogia com a época dos gregos ou dos romanos, o que foi "banido para o ostracismo digital".

A sociedade atual vive uma grande mazela: o excesso de ansiedade. É tanta informação chegando o tempo todo que vai gerando uma aceleração no cérebro que depois tem dificuldade quer seja de se desligar para dormir, ou mesmo de memorizar qualquer coisa.

O fato do Whatsapp contar para o usuário que alguém está "escrevendo" para ele é um sinal desta influência. Que efeito isso gera? Aquele que acha que vai receber uma mensagem passa a ficar em estado de expectativa, paralisado em frente a telinha do celular, aguardando que a tal da mensagem chegue.

E se não chegar? O que será que aconteceu? Será que a pessoa do outro lado não gosta mais de mim? É gerado então o efeito inverso, o de "carência digital", abandono, solidão. Vemos pessoas olhando para seus celulares a espera de um diálogo do "além".

Isso é tão forte que não existe nada mais desesperador neste estado catatônico do que ficar sem o celular, acabar o crédito ou a bateria. Aí a mensagem não vai chegar! Mas que mensagem afinal? E se foi um engano, digitou sem querer, olha tudo que foi gerado por conta disso?

Bem, nos grupos familiares compostos por tios, avós, pessoas mais velhas e já aposentadas, este efeito é devastador. Você pode paralisar 20 pessoas se começar a digitar e não finalizar. E se demorar muito ou desistir, vai receber 20 mensagens, pelo menos, dos demais perguntando qual era a sua mensagem, se você está bem, se você está chateado com a família.

Uma coisa é certa, nunca vivemos tão interconectados, isso tem efeitos positivos, aproxima quem está longe, mas também tem efeitos negativos, pode afastar quem está perto, além de contribuir para desenvolvermos vícios tecnológicos.

Ademais, tudo que escrevemos no Whatsapp é considerado prova escrita, tem valor jurídico, fica documentado. Portanto, cuidado para não ficar "lavando roupa suja familiar" através deste recurso.

Se antigamente nos almoços e encontros de família já havia todo um cuidado com o que seria falado para não gerar melindres ou ruídos, brigas e desafetos, agora precisa de atenção redobrada para evitar gerar relações digitais perigosas.

O Judiciário já julgou vários casos em que responsabilizou todos de um grupo de Whatsapp pela ofensa ou ridicularização de uma pessoa, integrante ou não do grupo. Por ter muita prova, sempre configura dano moral, e a indenização tem sido em média de R$ 10 mil por integrante do grupo.

Isso vem acontecendo até com grupos escolares, com crianças menores de idade, que muitas vezes estão usando o recurso sem qualquer orientação ou supervisão, isso que o Termo de Uso do Whatsapp diz que a idade mínima recomendada é de 16 anos!

Infelizmente, os brasileiros não observam as regras que o serviço aconselha para proteção dos próprios usuários. Por que tem que ter 16 anos? Segundo ele, para proteger a privacidade das crianças. E nós, pais, mães, famílias brasileiras, estamos protegendo ou expondo?

Na era digital é bem difícil apagar o que já foi compartilhado, não existe mais "palavras ao vento".

É preciso preparo para usar estas novas ferramentas da melhor forma possível, saudável e segura. Qualquer descuido pode gerar muita dor de cabeça e danos bem reais.

Autor: Patricia Peck Pinheiro 

 

 
   

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