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Fiscontal The accounting as a source of resistance to the economic crisis SS Tap Arq Fisco


Vale a pena privatizar no meio da crise? PDF Imprimir E-mail
Quinta, 28 de Julho de 2016 09:25

Os governos estaduais concordam que vender estatais é fundamental para conseguir equilíbrio fiscal – mas divergem em relação ao melhor modelo e ao melhor momento.

No início de 2016, o Ministério da Fazenda apresentou um cenário assustador para as contas públicas do Brasil: a dívida total dos estados e do Distrito Federal com a União ultrapassava os R$ 427 bilhões. Após meses de negociações, Michel Temer, presidente interino, anunciou um acordo para prolongar as dívidas estaduais com o governo federal por mais 20 anos. Como contrapartida, a União exigiu a entrada dos estados na proposta que estabelece o teto para o aumento de gasto público a partir de 2017. Na mesma conversa, o governo federal ofereceu a ajuda do BNDES para os governos estaduais privatizarem suas empresas estatais.

A ideia de privatizar atraiu o interesse de alguns estados, como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Goiás tem um leilão marcado para agosto. É quase unânime que a privatização, que entre outras coisas libera recursos para investir na área social, é um bom negócio. A proposta foi questionada, no entanto, por governadores que alegam que privatizar na crise pode não ser tão bom, já que as estatais estão mais desvalorizadas. “É possível ser a favor da privatização como um processo, mas contra a venda agora”, diz o economista José Roberto Afonso, pesquisador da Fundação Getulio Vargas. Dois representantes dessas posições distintas são Paulo Hartung (PMDB), governador do Espírito Santo, e Rodrigo Rollemberg (PSB), governador do Distrito Federal.

Paulo Hartung: “A privatização é a aposta que temos de fazer para botar o país no eixo do crescimento econômico”

Rodrigo Rollemberg: “Com a crise, os ativos estão desvalorizados. Estatal bem administrada pode ser eficiente”.

Privatizações levam receitas adicionais aos governos e os livram de cobrir prejuízos futuros, já que muitas entidades estatais não sobrevivem com recursos próprios. A profundidade da atual crise, porém, desvaloriza mesmo os bons ativos. Além disso, pode afastar de um leilão os potenciais compradores que seriam bons gestores dos bens e serviços a assumir.

Para Afonso, os benefícios de uma venda devem ser analisados caso a caso. “A venda de uma estatal que dá prejuízo e que reclama aportes mensalmente traz benefício imediato”, diz Afonso. “Mas haveria demanda para comprá-la?” Cada governo estadual deveria estimar com o mercado o valor de suas estatais e sondar se há interessados, a fim de decidir melhor. Só não há sentido em ignorar essa possibilidade, seja por cegueira ideológica, seja por apego ao poder de distribuir cargos a apadrinhados.

BRUNO FERRARI E VINICIUS GORCZESKI

 

08/07/2016 - 21h37 - Atualizado 09/07/2016 13h34

 

http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2016/07/vale-pena-privatizar-no-meio-da-crise.html?


 

 
   

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